quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Prédio da Prefeitura de Aracaju é abandonado no Robalo.

Descaso? Incompetência? Irresponsabilidade? O que leva um prefeito a abandonar um prédio construído com o dinheiro do povo? E principalmente quando o prédio está em uso, equipado, com instalações e manutenção totalmente atualizadas?
Aqui em Aracaju aconteceu um fato absurdo desses. A prefeitura de Aracaju, apesar de inúmeros pedidos dos moradores do Robalo, deixou um prédio público totalmente abandonado a ponto da ação do tempo, intempéries e o vandalismo destruírem completamente um prédio que já abrigou uma escola e uma unidade de saúde no Povoado Robalo.

Prédio em 2006.

 


Prédio abandonado pela PMA (2011).
 
História – O prédio em questão foi construído na década de 60 em um terreno localizado na margem da Rodovia dos Náufragos, doado por uma família pobre local para a construção da Escola Municipal Tênisson Ribeiro. A escola ali funcionou até 1999, quando a Rodovia foi enlarguecida e parte do prédio foi demolida.
Além disso a nova pista de rolamento ficou num nível mais alto do que o prédio o que causava inundação em todas as salas de aula sempre que chovia.

Sanitários destruídos.
Outro problema foi que surgiu a partir de 1999, com a duplicação da Rodovia, foi que a distância entre o prédio e a pista de rolamento ficou muito pequena e uma colisão de um caminhão com o telhado frontal do prédio trouxe grande preocupação para os pais de alunos que ali estudavam.
Naquele mesmo ano de 1999 uma reunião de pais de alunos com a Direção da escola, com a presença do Secretário Municipal de Educação Interino, Hamilton Santana, concluiu-se que a escola deveria ser retirada daquele local.
No ano seguinte o então prefeito João Augusto Gama adquiriu um novo prédio e promoveu a mudança da sede da Escola Tênisson Ribeiro.


Forro e esquadias foram furtados.

Em 2002 o antigo prédio da Escola Tênisson Ribeiro foi reformado e passou a brigar o PSF Programa Saúde da Família que chegara no local em 1999 e estava abrigado no Salão Paroquial da Igreja Católica, numa solenidade que contou com a presença do então prefeito Marcelo Déda e do então Secretário Municipal de Saúde, Rogério Carvalho.
Em 2006, com a inauguração do novo prédio da Unidade de Saúde Santa Terezinha, o prédio em questão ficou vazio, mas a Comunidade já havia feito uma pesquisa e definido que gostaria que o prédio fosse transformado num local para cursos oferecido pela Fundat.
O prédio ficou completamente equipado e conservado.
Documentos e correspondências foram protocolados ao longo dos anos. Audiências foram concedidas aos moradores, mas nada foi feito.


Na parede só restou ilustração do consultório.

Como toda edificação sem uso, sem manutenção e sem vigilância as intempéries, o tempo e os furtos fizeram de um prédio pronto para uso num amontoado de escombros.
Ao longo dos últimos anos o ex-presidente da Fundat, Carlos Magno, se comprometeu com os moradores que iria reformar o prédio, mas não cumpriu com a palavra.
Depois foi a Secretária Municipal de Governo, Carla Trindade, que prometeu a reforma, mas não cumpriu.
Agora os moradores negociam com o Secretário Municipal de Assistência Social, Bosco Rollemberg, que pretende instalar no local um CRAS – Centro de Referência da Assistência Social.


Corredor do Posto de Saúde em 2006.

 


Corredor "fantasma" do Posto de Saúde (2011).
 
É a última esperança de uma Comunidade pobre e com poucos equipamentos e serviços públicos e que ainda perde um dos poucos que tem.
Quem deve ser responsabilizado pelo prejuízo ao erário, pela perda do patrimônio e ao povo, por ficar sem o serviço?
Será que o prefeito deixaria um prédio de sua propriedade ficar num estado deste?   

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