terça-feira, 7 de maio de 2013

Justiça nega provimento aos embargos declaratórios da Prefeitura de Aracaju no caso da mureta da Av. Beira Mar.





O Tribunal de Justiça de Sergipe negou nessa segunda-feira, 6, provimento aos embargos declaratórios da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) na ação que interditou a Avenida Beira Mar, entre o Iate Clube e a Av. Anísio Azevedo, sentido Sul/Norte (processo 201210302021).
A interdição foi feita pela PMA desde o último sábado, 4 e a segunda-feira, 6, foi o primeiro dia de tráfego intenso na região de Aracaju para se verificar como reagiria o sistema de trânsito no local.
A decisão proferida nessa segunda-feira, 6, foi do juiz substituto da Terceira Vara Cível, Luiz Eduardo Araújo Portela, tendo em vista que a juíza titular, Simone de Oliveira Fraga, encontra-se de férias.
A PMA alegou no recurso de embargo de declaração que a decisão da titular da Terceira Vara Cível é obscura, no sentido de estar gerando dúvidas na administração acerca da amplitude das obras determinadas na referida liminar.
O juiz substituto, Luiz Eduardo Araújo Portela, deu conhecimento ao recurso, entretanto negou provimento, afirmando não haver contradição, omissão e obscuridade no julgado.
Na sua decisão o magistrado afirma que a decisão da juíza titular foi clara ao enunciar que devem ser adotadas as medidas emergenciais que façam cessar o risco de destruição da balaustrada, calçada e pista de rolamento na Avenida Beira Mar e não a execução de projeto completo de defesa litorânea da praia 13 de julho.
Desvio do trânsito (arte: SMTT Aracaju)

O juiz afirma ainda que a execução, em caráter de urgência não comporta a execução de projeto completo como o realizado pela GEOTEC, uma vez que para esse fim, faz-se necessário a realização de estudos de impacto ambiental e a autorização do órgão competente, no caso, a ADEMA. Em outras palavras, reafirma o representante do Poder Judiciário que a obra determinada pela Justiça, por hora, é apenas de caráter emergencial.
Risco ambiental – O juiz Luiz Eduardo Araújo afirma ainda que o projeto completo, acostado aos autos por meio de mídia digital, não atende a finalidade da liminar deferida, uma vez que vai muito além de conter o risco, construindo um aterro de 30 metros até o muro projetado e instalação de um campo de espigões, sem o devido licenciamento ambiental da ADEMA, o que poderá ensejar em um custo ambiental sem estimativa.
O juiz afirmou na decisão que a situação impõe o ingresso na ADEMA no polo passivo da ação, no sentido de que cabe à ADEMA a fiscalização do projeto já que as providências perseguidas pelo Ministério Público Estadual implicam em reflexos ambientais.
Consta nos autos que a EMURB informou em outubro de 2012 que a obra completa custaria R$ 6.000.000,00 e que a GEOTEC, naquela oportunidade, informou que os gastos com medidas paliativas seriam equivalentes ao orçamento da obra definitiva, o que contraindicaria a execução delas, das medidas paliativas.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Moradores do Mosqueiro elegem direção de associação



A chapa vencedora obteve 430 votos. A segunda mais votada recebeu 291 votos. A terceira 280 e a quarta 189.
No último domingo, 28, os moradores do Povoado Mosqueiro, na Zona de Expansão de Aracaju participaram da eleição da direção da associação de moradores.

Concorrem quatro chapas para um mandato de quatro anos. A eleição aconteceu das oito às 17 horas e mais de 1.200 moradores votaram.

A chapa vencedora obteve 430 votos. A segunda mais votada recebeu 291 votos. A terceira 280 e a quarta 189. Menos de vinte eleitores votaram em branco ou anularam o voto.

A eleição foi considerada uma das mais participativas da capital sergipana e contou com outro fato curioso: elegeu o mais jovem presidente de associação do estado de Sergipe, o estudante universitário Rafael Siqueira, de 21 anos e que teve como vice a enfermeira Marion Melgaço.

A posse será no próximo dia 11 e os novos dirigentes estão cheios de planos para o Mosqueiro e para a Zona de Expansão, depois de vários debates e de um projeto para a comunidade.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Comissão Preparatória do CEDURB realiza primeira reunião ordinária




Com o objetivo de iniciar o processo de organização para a 5ª Conferência Estadual das Cidades, que será realizada nos dias 27 e 28 de Agosto de 2013, a Comissão Preparatória do Conselho Estadual do Desenvolvimento Urbano (CEDURB) reuniu seus membros para definir as quatro comissões temáticas que servirão de apoio para a Conferência Estadual.

Segundo Nelma Maria Lisboa, membro do CEDURB, o primeiro encontro serviu para nortear as ações a serem desenvolvidas pelas comissões, sendo elas: de mobilização e divulgação; de sistematização dos relatórios das conferências municipais; de validação das conferências e de infraestrutura e logística, explicou.

Nelma disse ainda que outros temas importantes foram amplamente debatidos. “Informamos sobre as competências de cada comissão criada, esclarecemos pontos sobre o Regimento Interno da 5ª Conferência Estadual das Cidades, além de definirmos o calendário de reuniões da comissão preparatória”, destacou.

Produtividade

Para o representante da Universidade Federal de Sergipe (UFS), César Henrique Matos e Silva, os assuntos tratados na reunião foram relevantes. “Todos nós viemos com o intuito de conhecer o funcionamento da comissão. Pudemos criar as comissões temáticas e tomamos conhecimento sobre as ações da comissão preparatória para a Conferência Estadual”, declarou o arquiteto.

De acordo com o Secretário de Articulação dos Movimentos Sociais e Sindicais, e membro do Cedurb, João Francisco dos Santos, a reunião foi satisfatória. “O encontro foi bastante produtivo e, a partir de agora desenvolveremos ações de maneira efetiva, uma vez que as conferências municipais, as quais terão início a partir do próximo mês de abril, terão o nosso acompanhamento. Além disso,

                                                           Regimento Interno da 5ª
                                                           Conferência Estadual das
                                                               Cidades foi debatido.



as comissões temáticas criadas a partir desse encontro são vitais para que o processo seja feito da forma mais democrática possível. Acredito que foi um pontapé muito importante e positivo no ponto de vista da organização da conferência”, ressaltou.

Ao final das discussões foi definido que a próxima reunião da Comissão Preparatória acontecerá no dia quatro de abril às 10h no Auditório da PRONESE.

Por: Alex Santiago e Brucce Cabral

Fotos: Eduardo Almeida

FONTE: www.agencia.se.gov.br


Pré-Caju vai ser denunciado ao Ministério Público Federal.



O recebimento de recursos do Governo Federal, através do Ministério do Turismo, pela Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT), organizadora do Pré-Caju, maior prévia carnavalesca do Brasil, é um dos principais motivos que levaram o Fórum em Defesa da Grande Aracaju a decidir por apresentar denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) na Procuradoria da República em Sergipe.
O montante de emendas parlamentares apresentadas ao Orçamento da União por deputados federais e senadores de Sergipe na legislatura anterior para a ASBT, além de muito grande e desproporcional em relação às emendas destinadas para áreas importantes como educação e saúde, deixou um rastro de suspeitas, que culminou com uma ação que tramita na Justiça Federal, de autoria do ex-deputado estadual, Nelson Araújo. Além da ação judicial relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou vários indícios de má aplicação dos recursos públicos.
Militantes do Fórum e artistas denunciam a ASBT juntos. 

Somente na legislatura 2007/2010 foram apresentadas emendas em favor da ASBT no valor total de R$ 13.440.000,00, por cinco deputados e um senador.
No dia 26 de março os integrantes do Fórum já haviam entregado o chamado dossiê do pré-caju ao Ministério Público Estadual, que também está analisando o caso.
Entre os achados da auditoria do Tribunal de Contas da União em dezenas de convênios firmados entre a ASBT e o Ministério do Turismo, o órgão fiscalizador apontou deficiências de controles, o que, sendo o relatório de auditória poderia resultar em risco de prejuízo decorrente de possível superfaturamento e em virtude de atraso ou ausência de análise da prestação de contas. 
O TCU aponta mais evidências como pagamento antecipado a várias bandas baianas sem a correspondente contraprestação; negligência; pagamento sem verificação da regularidade fiscal-previdenciária do contratado pela ASBT; preços contratados não compatíveis com os preços de mercado; indícios de procedimentos fraudulentos com relação às empresas participantes que indicam possível ocorrência de conluio/direcionamento de licitação ou licitação montada; falhas relativas  à publicidade do edital de licitação; impropriedades na execução do convênio; fragilidade no processo de fiscalização da execução ou do fornecimento do objeto contratado; desvio de finalidade celebrada; ausência de cláusulas necessárias e essenciais; falta de publicidade devida ao contrato/aditivo.
Reunião do Fórum na sede da CUT.

“São constatações graves e que envolvem muito dinheiro público e não podemos deixar de exercer o nosso papel de cidadania.”, afirma o ambientalista Lizaldo Vieira dos Santos. Para José Firmo, membro do Fórum, o Ministério Público Federal vai exercer o papel de guardião dos interesses públicos. “Tenho muita esperança de que todos os indícios sejam apurados e que o erário seja recomposto. Num estado com tantos problemas de educação, saúde e habitação não podemos deixar que esse problema passe em branco.” Disse. 

segunda-feira, 25 de março de 2013


Bonecos de Judas são vendidos a R$ 50,00 em Aracaju
Os moradores de Aracaju são privilegiados em matéria de bonecos de Judas. No Povoado Gameleira, Zona de Expansão da capital sergipana famílias atravessam o ano adquirindo e juntando a matéria-prima e fabricando artesanalmente os bonecos, para, na semana que antecede o Sábado de Aleluia, venderem ao longo da Rodovia dos Náufragos.

 Venda de bonecos de Judas movimentam a Zona Sul de Aracaju (Foto: Divulgação/José Firmo/ADCAR)
Para os compradores é uma boa opção, já que os bonecos custam cerca de R$ 50,00.
O preço atrativo é uma das vantagens para as famílias que produzem os bonecos. A farta, barata e, às vezes, gratuita matéria-prima contribui para que o preço saia mais em conta para os que querem malhar o Judas.
As roupas usadas são adquiridas nos bazares, nas feiras de usados e recebidas de famílias que doam. Os enchimentos e cocos usados para a confecção das cabeças são extraídos e coletados nas vizinhanças.
As famílias costumam se juntar nas varandas das casas ou nas sobras das mangueiras para, juntos, costurarem os bonecos. Cada um tem uma função da confecção dos Judas e tudo é feito artesanalmente e até mesmo com improvisos.
As famílias que fabricam os bonecos ganham um dinheiro extra e os compradores ganham com a facilidade na aquisição dos bonecos para malhação na noite do Sábado de Aleluia.
O Povoado Gameleira já se tornou ponto de atração para visitantes e turistas, que vêm para comprar o boneco e até para filmar e fotografar.
FONTE: www.senoticias.com.br
FOTO: arquivo ADCAR.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

PÁSSAROS: Lavandeira.




lavadeira (Fluvicola nengeta), também conhecida como noivinha, é uma espécie de pássaro sul-americano pertencente à família dos tiranídeos. O seu habitat é, preferencialmente, junto a rios ou lagoas. Vem frequentemente ao chão, mesmo barrento, em busca de alimento. É ave de espaços abertos.
Originalmente, ocorria no Brasil somente nos estados nordestinos, do Maranhão à Bahia. Tem, contudo, ampliado sua distribuição pelo Sudeste do país, aparecendo no Rio de Janeiro já na década de 1950. Sua presença tem sido observada com frequência pelo menos desde 2005, em Itapetiniga, no interior do estado de São Paulo.
Esse pássaro tem ocorrido também na cidade de Moji-Mirim, no estado de São Paulo. Costuma surgir no início da manhã à procura das piscinas, onde acostumou-se a se banhar. Aparece quase sempre em grupos de dois ou três indivíduos. Possui um canto curto e agudo. Em determinadas situações, abre as asas e as movimenta abrindo-as e fechando-as rapidamente, quando seu canto passa a apresentar ritmos e tons mais complexos. Seu comportamento indica um grau de confiança em relação ao homem, pois costuma se aventurar no meio da piscina se houver algo boiando e que o sustente. Permite, ao observador, aproximar-se a uma curta distância.
Etimologia
O nome "lavadeira" é uma referência à sua predileção por cursos d'água. O nome "noivinha" é uma referência à sua coloração branca predominante.

FOTO: Ânderson Peixoto.

ARTIGO: Muita Calma com a Zona de Expansão!




A iniciativa de vários segmentos do Poder Público (Assembléia Legislativa, Prefeitura Municipal, Tribunal Regional Eleitoral, entre outros) tentando solucionar o problema do limite entre os municípios de Aracaju e São Cristovão é válida, é importante.
As preocupações demonstradas por autoridades são pertinentes e devem mesmo estar sempre presentes no dia-a-dia de quem tem interesse num desfecho que atenue a aflição de todos nós que residimos nos povoados que compõem a área litigiosa.
Entretanto, como morador da região, quero exprimir um sentimento de pouco ânimo com esse episódio isoladamente, pois entendo que as questões que interessam a todos nós moradores, nativos ou recém-chegados, não é a qual municipalidade pertencemos.
Se a posição de uma linha no mapa que divide o estado em municípios pudesse diminuir o abandono e a omissão de autoridades com essa metade da cidade de Aracaju poderíamos estar repletos de esperanças com esse plebiscito, porém sabemos que nenhuma das prefeituras tem interesse em atender o básico por aqui. Muito menos realizar obras e investimentos estruturantes e que pudessem transformar a realidade de esquecimento de muitas décadas.
Além da questão municipal, temos as demandas da esfera estadual que passam de longe sem o mínimo interesse de atendimento. Com ou sem plebiscito, pertencendo a Aracaju ou a São Cristovão os povoados Robalo, São José, Areia Branca, Gameleira e Mosqueiro, assim como os bairros 17 de Março e Santa Maria vão continuar mendigando migalhas aos governantes.
Por outro lado temos uma pendência da instância máxima do Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), que aguarda entrar em pauta e que pode prevalecer sobre qualquer movimentação precipitada por aqui.
Não é preciso lembrar que uma sucessão de erros e pressa nos levou à situação atual. Cito apenas as duas últimas: a alteração do limite nos Atos das Disposições Transitórias da Constituição Estadual de 1990 e a Emenda Constitucional de 1999, que tentou remediar a situação e só piorou tudo.
Acho prudente que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE) se cerque de todas as garantias jurídicas de que esse plebiscito será para valer.
E apelo às autoridades que se lembrem que a Zona de Expansão Urbana de Aracaju representa cerca de 45% (quase a metade) do território da capital e que não temos sequer uma praça ou uma quadra de esportes ou campo de futebol. Não temos creches. Não temos nada de esgotamento sanitário e não temos nada de rede para águas pluviais.
E do que temos tudo é deficitário, parcial ou muito ruim: das 43 Unidades Básicas de Saúde de Aracaju (postos médicos) apenas três estão aqui, apesar de atendermos os requisitos para termos mais unidades. São apenas cinco escolas municipais e quatro estaduais, com ofertas e estruturas no geral muito ruins. O transporte coletivo é o pior dosistema integrado. A coleta de lixo e parcial. Os cemitérios foram interditados e aguardamos a construção de um novo há quase uma década. A iluminação pública e ruim.
Ainda sobre cemitérios: o cemitério dos náufragos referência para a História Mundial, por causa do bombardeio dos navios durante a Segunda Grande Guerra Mundial e que poderia ser um marco, um centro cultural, foi interditado como clandestino e resiste graças à mobilização dos moradores.
Nem seria preciso dizer que ainda se consome água de poço artesiano e que há domicílios sem energia elétrica. 
Nem precisaria dizer que o trânsito nas Rodovias dos Náufragos e José Sarney mata e mutila nossos familiares a amigos, mas a rodovia foi feita para os veículos, para os turistas, para correr. Segurança para os moradores pedestres não existe.
Uma rica e tradicional cultura que tem reisado e samba de coco, culinária e artesanato, está sendo agredida e invadida e está sendo esquecida.
Nem precisaria dizer que a flora e a fauna desses povoados estão sendo velozmente sendo destruídos. Mas quem do Poder Público iria se preocupar com plantas, animais, mangue, dunas e lagoas se a preocupação com o ser humano é muito pequena?
A Zona de Adensamento Restrito (ZAR), também e mais conhecida como Zona de Expansão precisa e merece todo tipo de apoio e de preocupação, mas uma linha no mapa não é o que mais importa.
Nem precisaríamos que a Zona de Expansão fosse transformada em um bairro modelo, até porque não seria apenas um bairro na metade do território da cidade. Bastaria que os nossos principais anseios fossem atendidos.
O plebiscito pode ajudar a acalmar os ânimos, mas, se precipitado, pode não surtir o menor efeito jurídico e, cor certeza, não vai solucionar as dificuldades que enfrentamos. Por isso o que pedimos é que as chamadas autoridades tenham calma com a Zona de Expansão.

Presidente da Associação Desportiva, Cultural e Ambiental do Robalo (ADCAR) e especialista e Gestão Urbana e Planejamento Municipal.

FONTE: www.nenoticias.com.br